Falou tudo Calvin.Esse fim de semana foi tenso, complicado. Chegando em casa quase 11 da noite, voltei alguns anos (exatamente 3 anos) e, de novo, cheguei a uma conclusão nada, nada boa. Mais uma vez, parte do meu coração morreu.
A três anos atrás, depois de ter um pedido para ir ao jogo Flamengo x Vasco negado, comecei a chorar incontrolávelmente. No começo, chorava por não ir ao jogo, até perceber que a única coisa boa não só do meu fim de semana, mas daquela semana que viria, seria ir ao jogo, então chorei mais ainda. Cheguei a conclusão que a razão disso era que já não tinha amigos, apenas colegas. Me senti sozinha e desnorteada, foi uma das piores coisas que me aconteceu.
De lá pra cá só teve uma diferença: Se naquele dia eu percebi que não podia confiar em ninguém, ontem percebi que as pessoas envolvidas não confiam em mim. Bom, talvez tenha sido um exagero, talvez o sentimento de me sentir uma idiota por ser praticamente a última a saber tenha criado idéias absurdas na minha cabeça, mas que parece ser isso, parece. Ou qual seria a desculpa plausível para algo assim?
Eu não quero me precipitar, mas também chega de ingenuidade. Agindo assim que cheguei aqui. Na minha cabeça tudo era diferente, acreditei até o fim. Difícil é ouvir de outra pessoa verdades que estavam na sua frente e perceber que não sabes de nada. Não tem coração que aguente.
Uma coisa que aconteceu na dor anterior e que marcou também, foi ouvir uma das frases mais lindas que escutei em toda essa minha curta vida. Desabafando com a minha melhor amiga (naquela época), mandei aquele clichê de pessoa que parece que sabe se cuidar sozinha: "Não precisa se preocupar com os meus problemas..." Foi então que ela me disse: "Eu QUERO me perocupar com os seus problemas!" Quem é capaz de fazer isso hoje em dia? Se preocupar com seus problemas, tentar entender o que você sente e te ajudar de verdade? Não é só aquele "Se precisar, estou aqui..." não! É muito mais, e se colocar no seu lugar.
E logo depois disso, ela me deu um abraço e eu fiquei mais calma. Era tudo que eu precisava ontem também. Até tentaram me ajudar, mas as pessoas não sabiam como. Às vezes, um abraço vale mais do que qualquer tipo de conselho. Sinceramente, só queria alguém que realmente se importasse, que realmente tentasse entender como eu me sentia. Sinto falta disso, falta do carinho, compaixão...
Agora eu peço a Deus pra me ajudar a seguir em frente. Daquele dia em diante eu andei diferentemente. Espero aprender e, de novo, mudar algumas coisas pra não ser pega de surpresa. Não quero ser fria, mas ingênua também, não dá mais.