
"Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o Sol nascer. Devia ter arriscado mais, e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer. Queria ter aceitado as pessoas como elas são. Cada um sabe a alegria e dor que traz no coração. O acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído. O acaso vai me proteger enquanto eu andar.."
E hoje eu não poderia dormir com essa pergunta na cabeça: Afinal, essa é a minha vida?
Pode parecer estranho, mas nessa noite eu me dei conta do quanto as pessoas "necessitam" desse mundo virtual, e como elas perderam a percepção da vida em si e o valor deste simples verbo: viver. A começar por mim.
Não estou dizendo que a internet não é uma boa ferramenta ou diversão, mas será que não percebemos como ela, atualmente, nos resumi e nos controla? As redes sociais tomam conta da nossa rotina de tal forma, que a vida deixou de ser um "livro aberto" para tornar-se um "E-book", acredita?! Eu sim. Eu permiti isso.
A pior parte não é ficar imerso nesse universo tão diversificado e fantasioso, onde todos somos artistas buscando os melhores ângulos e frases engraçadas que rendam muitos curti's. A pior parte é perceber que perdemos o valor do momento em si.
Me pergunto se as pessoas já pararam para pensar nisso também. Se os nossos momentos não pararem nos nossos status, então de nada valeu?! Será que perdemos a essência, a sensibilidade ou o simples querer saborear a vida? Será que se nos desplugarmos de Matrix, saberemos aproveitar tanto como nas épocas mais simples? Admito que meu medo é não saber mais como lidar com as pessoas, sem essas barreiras virtuais, que nos separam e, aparentemente, facilitam mais as relações.
Hoje em dia é tão fácil dizer que se ama alguém por depoimentos ou comentários do que pessoalmente, olhando nos olhos. O amor, agora virtual, tornou-se tão banal que trouxemos esse conceito para a vida real e já não compreendemos o peso dessas palavras. E essas palavras tornaram-se tão rotineiras que, quando realmente gostamos de alguém, dizemos "eu te amo, de verdade", como se existisse falsidade no amor. Precisamos aprender: Não existe falso amor. Ele é a verdade.
Creio que fotografias podem até registrar os nossos melhores momentos, mas elas não capturarão os sinceros sentimentos, que são a essência de tudo. Será que, se não houver fotografias ou vídeos para nossas maiores lembranças, elas se perderão no tempo? Os sorrisos espontâneos, as risadas descontroladas, as "piadas internas", as lágrimas que derramamos, o brilho no olhar... Que tecnologia é capaz de reproduzir essas essências?
Dessa vida, o que permite que sejamos eternos são nossas lembranças. O maior bem que temos é a nossa história. Não podemos deixar momentos tão lindos e puros passarem sem deixar resquícios em nós. Não no perfil, em nós.
Se me permitem dizer, tá na hora de aprendermos, de novo, a viver.
Pode parecer hipocrisia, não é?! Utilizar um blog para expressar tudo isso... Pode até ser. Mas essa noite eu precisava confessar alguns pecados meus, para não esquecer que sou um ser, mais do que nunca, vivo.
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